27/09 – Açúcar líquido: risco que ninguém fala

Quem convive com diabetes já sabe da importância de controlar a glicemia.
Mas o que muitos não percebem é como bebidas aparentemente inofensivas — como refrigerantes e sucos industrializados — podem sabotar esse controle.
Por que elas são tão perigosas?
Essas bebidas concentram grande quantidade de açúcar de absorção rápida.
O resultado? Picos bruscos de glicose no sangue, que sobrecarregam o organismo e aumentam o risco de complicações.
De acordo com a Harvard Health, o consumo frequente pode:
- Aumentar doenças cardiovasculares, prejudicando coração e vasos.
- Sobrecarregar os rins, favorecendo insuficiência renal.
- Piorar a resistência à insulina, dificultando o controle do diabetes.
Como substituir sem perder o sabor
Não é preciso abrir mão do prazer de beber algo refrescante.
Pequenas trocas já fazem diferença:
- Água → A escolha mais segura e sempre essencial.
- Chás naturais sem açúcar → Aromáticos e cheios de benefícios extras.
- Água saborizada → Fatias de limão, laranja ou folhas de hortelã dão frescor sem elevar a glicemia.
- Suco natural diluído → Uma forma de reduzir o impacto glicêmico sem abrir mão do sabor da fruta.
O que levar daqui
Cuidar da glicemia não é só sobre reduzir doces no prato.
O que você coloca no copo também conta — e muito.
Trocar bebidas açucaradas por opções mais leves é um passo simples, mas que protege o coração, os rins e mantém a glicose sob controle.
No fim, a hidratação saudável pode ser um dos maiores aliados da sua qualidade de vida. *
Fontes:
1. Harvard Health - Sugary drinks appear to increase health risks for people with diabetes

Sentir-se cansado mesmo depois de dormir é mais comum do que parece.
Às vezes não é falta de horas na cama, mas de qualidade no sono, de equilíbrio na alimentação ou até de exposição à luz natural.
A boa notícia: pequenas mudanças diárias podem devolver disposição e clareza mental.
O que drena sua energia
De acordo com a Harvard Health, os principais fatores que roubam energia ao longo do dia incluem:
- Sono irregular: noites mal dormidas afetam hormônios e reduzem foco.
- Excesso de açúcar: provoca picos e quedas rápidas de glicemia, resultando em fadiga.
- Sedentarismo: ficar muito tempo parado diminui a oxigenação e a circulação.
- Desidratação: mesmo leve, já impacta atenção e disposição.
- Estresse constante: mantém o corpo em alerta, gastando energia mental e física.
Como recarregar no dia a dia
Não é sobre “fazer mais”, mas sobre dar ao corpo o que ele precisa para funcionar.
- Movimente-se: caminhadas curtas ou alongamentos já melhoram a circulação.
- Priorize o sono: 7 a 8 horas por noite, em horários consistentes.
- Escolha o combustível certo: proteínas magras, vegetais, frutas e grãos integrais sustentam a energia.
- Hidrate-se: beber água ao longo do dia evita quedas de desempenho.
- Busque o sol: alguns minutos de luz natural estimulam vitamina D e melhoram o humor.
- Gerencie o estresse: pausas conscientes, respiração profunda e atividades prazerosas ajudam a equilibrar corpo e mente.
Para levar daqui
Cansaço persistente não deve ser normalizado.
Ele é muitas vezes o reflexo de hábitos que podem ser ajustados com passos simples — sono de qualidade, movimento, boa alimentação e gestão do estresse.
Pequenas escolhas acumuladas ao longo dos dias fazem diferença real.
E seu corpo responde com mais energia para viver o que realmente importa. *
Fonte:
1. Harvard Health – 9 tips to boost your energy — naturally

Proteínas são muito mais do que “comida para músculo”.
Elas participam da formação de hormônios, enzimas, anticorpos e ainda ajudam na saciedade — por isso são fundamentais em qualquer fase da vida.
Mas surge a dúvida: será que existe um momento certo do dia para consumir?
O papel das proteínas no corpo
Chamadas de “blocos de construção”, as proteínas estão presentes em praticamente todos os processos vitais.
Fontes comuns incluem:
- Animais: carnes, peixes, ovos, laticínios
- Vegetais: feijão, lentilha, grão-de-bico, tofu, sementes
Elas fornecem aminoácidos essenciais, que o corpo não consegue produzir sozinho.
O horário realmente importa?
Segundo pesquisas recentes, o corpo não aproveita bem quando toda a proteína é concentrada em uma única refeição.
Distribuí-la ao longo do dia garante melhor absorção e maior eficiência no uso dos aminoácidos.
- Exemplo prático: 20 a 30 g de proteína em cada refeição parece mais eficaz do que consumir quase tudo só no almoço ou no jantar.
Proteína e exercício
Para quem treina, a atenção deve ser redobrada.
Consumir proteína antes e após a atividade física ajuda a reparar fibras musculares, melhora a recuperação e otimiza o ganho de massa magra.
Como aplicar no dia a dia
Mais importante do que o relógio é a consistência:
- Incluir proteína em todas as refeições.
- Variar as fontes (não viver só de carne).
- Combinar com carboidratos de qualidade e gorduras boas.
- Ajustar a quantidade: em geral, 1,2 a 2,0 g por kg de peso corporal ao dia — sempre considerando o nível de atividade.
Para levar daqui
Não existe um “horário mágico” para comer proteínas.
O segredo está na regularidade, variedade e equilíbrio. Ao distribuir melhor a ingestão, você fortalece músculos, apoia o metabolismo e garante energia estável ao longo do dia.
Fonte:
Nutricionista Camile Zanichelli, CFN 18101381, é nutricionista formada pela Universidade de Vila Velha. Possui mestrado em Ciências Farmacêuticas com linha de pesquisa em Produtos Naturais: Aspectos Químicos, Biológicos e Aplicações pela mesma universidade e é pós-graduada em Nutrição Clínica pelo Almanaque Nutrição.


