25/07 – vitamina D em falta? Veja os sinais

Você se esforça para comer melhor.
Evita frituras, compra opções “naturais”, busca o que parece mais leve.
Mas e se alguns desses produtos — mesmo com embalagens saudáveis — estivessem te afastando do que realmente importa?
Na pressa, é fácil cair em armadilhas. A indústria sabe vender saúde no rótulo. Mas o que está escrito na frente nem sempre mostra o que vem dentro.
Promessa saudável. Composição nem tanto.
Granola, barra de cereal, iogurte de fruta.
Soa como café da manhã perfeito, certo?
Mas boa parte desses produtos tem altas doses de açúcar, óleos refinados e aditivos.
O mesmo vale para molhos prontos para salada: em uma colher, você pode encontrar gordura saturada, sódio em excesso e conservantes.
E aquele suco de caixinha que parece leve? Muitas vezes tem mais açúcar que refrigerante.
Até mesmo os famosos biscoitos integrais podem esconder farinha branca como base, açúcar adicionado e aromatizantes artificiais. O termo “integral” não garante que o produto seja saudável — e a lista de ingredientes revela bem mais que a embalagem.
O que fazer na prática:
Não precisa abrir mão de tudo — mas precisa olhar com atenção.
- Leia os rótulos com calma (especialmente os 3 primeiros ingredientes)
- Priorize alimentos com poucos itens e nomes que você reconhece
- Prefira opções naturais, como frutas, sementes, vegetais crus e integrais reais Na dúvida, menos embalagem costuma ser mais saúde
Pequenas escolhas, feitas com mais clareza, criam um caminho mais estável para a sua saúde. *
Fontes:
1. Healthline – 15 “Health Foods” That Are Really Junk Foods
2. FDA – Added Sugars on the Nutrition Facts Label
3. FDA – How to Understand and Use the Nutrition Facts Label
4. Responsible Food Business – Decoding Food Labels: What Consumers Should Know

Mesmo em um país com tanto sol, o déficit de vitamina D é mais comum do que parece. O motivo?
Rotinas em ambientes fechados, uso excessivo de protetor solar, pouca exposição ao sol no horário certo e até o envelhecimento da pele, que reduz naturalmente a capacidade de sintetizar a vitamina.
Segundo estudos do NIH e da Harvard, uma parcela significativa da população tem níveis abaixo do ideal — e muitas vezes nem percebe.
Mas o corpo dá sinais. E saber reconhecê-los pode fazer toda a diferença.
Cansaço que não passa, dores sem explicação, infecções frequentes
Um dos papéis mais conhecidos da vitamina D é no fortalecimento dos ossos, já que ela regula a absorção de cálcio. Mas seu impacto vai muito além disso.
A deficiência desse nutriente pode estar associada a:
- Fadiga constante, mesmo dormindo bem
- Dores musculares e ósseas recorrentes
- Imunidade baixa, com infecções frequentes
- Quedas de cabelo em maior volume
- Alterações de humor, incluindo ansiedade ou tristeza sem causa aparente
Esses sinais costumam ser vagos, e por isso passam despercebidos. Mas quando persistem, é importante investigar.
Como manter seus níveis em equilíbrio
A principal fonte de vitamina D é o sol — mais especificamente, a exposição direta da pele à luz solar.
De 10 a 20 minutos de sol por dia (sem protetor nas áreas expostas) podem ser suficientes, dependendo da cor da pele, horário e local.
Mas nem sempre isso é possível. Idade, clima, uso de roupas e fatores genéticos também influenciam na produção.
Por isso, o cuidado precisa ser completo:
- Tome sol da manhã, sempre que possível
- Inclua alimentos como peixes gordurosos, ovos, fígado e produtos fortificados
- Considere a suplementação, com acompanhamento profissional e dosagem adequada ao seu perfil
A vitamina D não é só um nutriente. É um regulador silencioso da sua saúde — do esqueleto ao sistema imune, do cérebro à energia diária.
Se você tem se sentido diferente do normal, vale a pena investigar. *
Fontes:
1. Harvard T.H. Chan – The Nutrition Source: Vitamin D
2. NIH – Office of Dietary Supplements: Vitamin D Fact Sheet
3. Mayo Clinic – Vitamin D deficiency: symptoms and causes
4. Endocrine Society – Guidelines on vitamin D deficiency

Nos últimos anos, o glúten virou o centro de muitas discussões.
Em busca de mais bem-estar, leveza ou saúde digestiva, muitas pessoas optam por
excluí-lo da alimentação — mesmo sem diagnóstico de intolerância.
Mas será que esse corte faz sentido para todo mundo?
Glúten: o que é e quem realmente precisa evitar
O glúten é uma proteína naturalmente presente no trigo, cevada e centeio. Ele dá elasticidade a pães e massas — e, para a maior parte da população, é completamente inofensivo.
Porém, existem três grupos para os quais o consumo deve ser evitado:
- Celíacos — pessoas com doença autoimune que reagem ao glúten com inflamação intestinal e má absorção de nutrientes.
- Sensíveis ao glúten não celíacos — indivíduos que não têm a doença, mas apresentam desconfortos digestivos, fadiga ou dor de cabeça após o consumo.
- Alguns casos de Síndrome do Intestino Irritável (SII) — onde a exclusão de glúten (ou mais comumente dos FODMAPs) pode melhorar os sintomas.
Nesses cenários, cortar o glúten com orientação profissional pode melhorar a qualidade de vida e reduzir a inflamação.
Mas e quem não sente nada?
Para quem não tem doença celíaca, sensibilidade ou sintomas gastrointestinais, não há benefício comprovado em cortar o glúten da alimentação.
De acordo com a Johns Hopkins Medicine e o NIDDK, seguir uma dieta sem glúten sem necessidade pode:
- Reduzir o consumo de fibras e vitaminas do complexo B
- Aumentar a ingestão de aditivos e açúcares, especialmente em produtos “gluten-free” ultraprocessados
- Tornar a alimentação mais restrita e menos prazerosa sem razão clínica
A exclusão desnecessária também pode dificultar o diagnóstico de problemas reais, caso eles existam.
O problema não é o glúten — é o contexto
Desconforto após comer pão não significa, automaticamente, que o glúten é o vilão.
Muitas vezes, o que está por trás é o consumo de produtos ultraprocessados, fermentações rápidas, farinhas refinadas, falta de mastigação adequada ou até estresse crônico.
Por isso, antes de eliminar grupos alimentares inteiros, vale olhar o todo. E se os sintomas forem persistentes, procure um nutricionista ou gastroenterologista para investigar com calma. *


