#19/01 – Cabelo caindo mais do que o normal?

A melatonina é um hormônio produzido principalmente pela glândula pineal, no cérebro, e exerce papel central na organização do ritmo biológico.
Segundo a ciência, sua função principal não é “apagar” o corpo para dormir, mas informar ao organismo que a noite chegou, ajustando processos fisiológicos que favorecem o repouso.
A produção de melatonina aumenta naturalmente quando a luz diminui e cai ao amanhecer.
Esse ciclo ajuda a sincronizar funções como temperatura corporal, liberação de outros hormônios, pressão arterial e padrões de sono e vigília.
Com o passar do tempo, esse sistema pode perder eficiência.
O envelhecimento, a exposição frequente à luz artificial à noite, o uso excessivo de telas, rotinas irregulares de sono e o estresse crônico interferem diretamente na produção e no ritmo da melatonina.
É importante destacar que nem toda dificuldade para dormir está relacionada à melatonina.
Distúrbios respiratórios do sono, ansiedade, depressão, dor crônica, alterações hormonais e condições neurológicas também afetam o sono, mesmo quando a melatonina está presente.
Por isso, o uso de melatonina em forma de suplemento exige cautela.
A suplementação sem avaliação pode mascarar causas reais da insônia e atrasar o diagnóstico adequado. A indicação, quando necessária, deve ser individualizada e orientada por profissional de saúde.
Em resumo:
- a melatonina regula o relógio biológico
- não é um sedativo
- hábitos influenciam sua produção
- dificuldades persistentes exigem investigação adequada
Fontes:
- 1. Harvard Health Publishing – Melatonin and sleep
- 2. National Institutes of Health – Melatonin overview
- 3. World Health Organization – Sleep and circadian rhythm

A queda de cabelo em mulheres é uma queixa frequente e, muitas vezes, emocionalmente desgastante.
Segundo a ciência, o cabelo é altamente sensível a alterações internas do organismo e funciona como um indicador de equilíbrio hormonal, nutricional e metabólico.
Entre as causas mais comuns estão as alterações hormonais, especialmente em fases
como pós-parto, menopausa ou mudanças no uso de anticoncepcionais.
Nesses períodos, o ciclo de crescimento dos fios pode ser interrompido temporariamente, levando à queda acentuada.
Deficiências nutricionais também exercem papel importante.
Baixos níveis de ferro, zinco, proteínas e algumas vitaminas podem comprometer a formação e a manutenção dos fios, mesmo quando a alimentação parece adequada à primeira vista.
O estresse físico ou emocional intenso pode desencadear um tipo de queda chamado eflúvio telógeno, caracterizado pela entrada simultânea de muitos fios na fase de queda.
Esse processo costuma ser reversível, mas exige tempo e correção do fator desencadeante.
Outras causas incluem doenças da tireoide, inflamações do couro cabeludo, uso de certos medicamentos e predisposição genética.
É fundamental diferenciar queda transitória de afinamento progressivo e perda definitiva dos fios.
O uso indiscriminado de suplementos, medicamentos ou tratamentos tópicos sem diagnóstico não é recomendado.
Somente a avaliação profissional permite identificar a causa, orientar o tratamento correto e evitar abordagens ineficazes ou prejudiciais.
Em resumo:
- a queda capilar feminina tem múltiplas causas
- hormônios, nutrição e estresse influenciam diretamente
- nem toda queda é permanente
- diagnóstico correto evita tratamentos inadequados
- prevenção não significa excesso, mas adequação
Fontes:
- 1.Harvard Health Publishing – Hair loss in women
- 2. National Institutes of Health – Hair disorders
- 3. American Academy of Dermatology – Female hair loss

A afta é uma lesão inflamatória da mucosa oral que pode causar dor, ardor e dificuldade para se alimentar ou falar.
Embora seja comum, a recorrência frequente não deve ser automaticamente considerada algo trivial.
Segundo a ciência, aftas podem surgir por múltiplos fatores.
Pequenos traumas na boca, como mordidas ou escovação agressiva, estão entre os gatilhos mais simples, mas não explicam todos os casos.
O estresse emocional é outro fator frequentemente associado.
Alterações no sistema imunológico em períodos de estresse podem favorecer o aparecimento das lesões.
Deficiências nutricionais, especialmente de ferro, vitamina B12 e ácido fólico, também estão relacionadas à recorrência de aftas.
Esses nutrientes participam da renovação das células da mucosa oral.
Em alguns casos, aftas frequentes podem estar associadas a doenças inflamatórias, autoimunes ou gastrointestinais.
Por isso, a frequência, o tamanho e o tempo de cicatrização das lesões são informações relevantes para avaliação clínica.
O uso repetido de pomadas ou anestésicos tópicos pode aliviar a dor momentaneamente, mas não trata a causa.
Quando as aftas são persistentes, extensas ou acompanham outros sintomas, a investigação profissional é essencial.
Em resumo:
- aftas são comuns, mas não devem ser banalizadas
- recorrência pode indicar desequilíbrios internos
- nutrição e imunidade influenciam o quadro
- avaliação profissional garante segurança no cuidado
1. Harvard Health Publishing – Canker sores
2. National Institutes of Health – Oral health
3. World Health Organization – Oral conditions


