02/10 – Você ignora essa vitamina essencial?

No mundo atual, a busca por uma alimentação equilibrada é cada vez maior. Mas há um problema: nem tudo o que tem “cara” de saudável realmente faz bem.
Muitos produtos vendidos como funcionais, naturais ou integrais escondem açúcar em excesso, gorduras ruins e aditivos químicos que podem atrapalhar seus resultados.
Veja alguns exemplos comuns — e como substituí-los de forma inteligente.
1. Granolas e barras de cereal
O problema: muitas versões industrializadas são carregadas de açúcar, óleos refinados e até xarope de glicose.
Troque por: granola caseira ou opções sem adição de açúcar, combinadas com frutas frescas.
2. Iogurtes saborizados
O problema: apesar da embalagem “fitness”, costumam ter tanto açúcar quanto um refrigerante pequeno.
Troque por: iogurte natural ou grego sem açúcar, adoçado com frutas, mel ou canela.
3. Molhos prontos para salada
O problema: além de conservantes, podem ter até 3 vezes mais sódio do que o recomendado para uma refeição.
Troque por: um fio de azeite extra virgem, limão, vinagre e ervas frescas.
4. Sucos de caixinha
O problema: a maior parte é feita de concentrado, com pouco suco de verdade e muito açúcar.
Troque por: sucos naturais (sem adoçar) ou, melhor ainda, a fruta inteira, que oferece fibras.
5. Biscoitos integrais
O problema: muitos usam farinha refinada e só um “toque” de farinha integral, além de açúcar e aditivos.
Troque por: pães ou torradas 100% integrais, ou versões caseiras de biscoitos com aveia.
Para levar daqui
“Saudável” no rótulo não é garantia de saúde no prato.
Ler a lista de ingredientes é sempre o primeiro passo.
Quanto mais natural e menos processado, melhor.
Pequenas trocas no dia a dia — como trocar o suco de caixinha pela fruta ou o molho pronto por azeite e limão — já fazem diferença real para o corpo e para a saúde a longo prazo.
Fontes:
- 1. Gov.Br – Atenção aos alimentos que parecem saudáveis, mas não são
- 2. Revista Abrale – 10 alimentos que parecem saudáveis, mas não são

Mesmo em um país tropical, a maioria dos brasileiros apresenta níveis insuficientes de vitamina D.
O motivo? Passamos cada vez mais tempo em ambientes fechados e menos expostos ao sol — a principal fonte desse nutriente.
Por que ela é tão importante?
A vitamina D não é apenas “para os ossos”. Ela atua em várias frentes:
- Fortalece ossos e dentes – essencial para prevenir osteoporose e fraturas.
- Defende o sistema imunológico – ajuda a reduzir infecções recorrentes.
- Protege músculos – contribui para força e prevenção de quedas.
- Afeta o humor – baixos níveis se relacionam a maior risco de depressão e alterações emocionais.
Sinais de que pode estar em falta
- Cansaço constante, mesmo após descansar.
- Dores musculares e ósseas frequentes.
- Infecções repetitivas (resfriados, gripe).
- Alterações de humor, como tristeza e irritabilidade.
Esses sintomas costumam ser ignorados — mas podem indicar deficiência.
Como manter em equilíbrio
Sol da manhã: 15 a 20 minutos, 3x por semana, sem protetor no início da exposição.
Alimentos ricos em vitamina D: peixes gordurosos (salmão, sardinha), gema de ovo e cogumelos.
Suplementação: indicada apenas com orientação médica, após exame de sangue.
Para levar daqui
A vitamina D é muito mais do que “a vitamina do sol”.
Ela atua nos ossos, músculos, imunidade e até no humor.
Prestar atenção aos sinais do corpo e manter níveis adequados é um dos passos mais simples para prevenir doenças e ganhar energia de verdade. *
Fontes:
- 1. Harvard T.H. Chan – The Nutrition Source: Vitamin D
- 2. NIH – Vitamin D

Você pode até não perceber, mas seu corpo sente rápido quando a hidratação não está em dia.
Basta perder cerca de 2% da água corporal para que o humor, a concentração e até o desempenho físico comecem a cair.
E a boa notícia é que o corpo dá sinais claros quando precisa de mais água. Vamos ver os principais?
Sinais de que seu corpo pede água
1. Boca e lábios secos
A saliva protege contra bactérias. Quando ela falta, a boca fica pegajosa e os lábios ressecados.
O que fazer: leve sempre uma garrafinha de água e reduza o excesso de café e álcool, que favorecem a desidratação.
2. Urina escura ou em pouca quantidade
A cor da urina é um termômetro da sua hidratação. Quanto mais escura, maior a necessidade de água.
O que fazer: urina clara é sinal de boa hidratação. Escura e com cheiro forte indica que você precisa beber água agora.
3. Cansaço e dificuldade de concentração
O cérebro é formado por cerca de 75% de água. Quando ela falta, o foco diminui, a irritação aumenta e o cansaço aparece.
O que fazer: se sentir fadiga, beba água antes de recorrer ao café.
4. Dor de cabeça e tontura
A desidratação pode reduzir temporariamente o volume cerebral, gerando dor.
O que fazer: antes de usar remédios, experimente beber água e observe a melhora.
5. Pele e olhos ressecados
A pele perde elasticidade e os olhos ficam secos quando o corpo está desidratado.
O que fazer: faça o “teste do beliscão”: se a pele demora a voltar ao normal, pode ser falta de água. Inclua também alimentos hidratantes, como melancia e pepino.
Como evitar a desidratação
- Beba água antes mesmo de sentir sede.
- Consuma frutas e vegetais ricos em água.
- Use lembretes de hidratação ao longo do dia.
- Evite refrigerantes e sucos industrializados como substitutos da água.
- Ajuste a ingestão de líquidos em dias quentes ou após exercícios.
Manter a hidratação é simples, mas essencial. Pequenos cuidados garantem mais energia, clareza mental e bem-estar todos os dias.
Fontes:
Nutricionista Camile Zanichelli, CFN 18101381, é nutricionista formada pela Universidade de Vila Velha. Possui mestrado em Ciências Farmacêuticas com linha de pesquisa em Produtos Naturais: Aspectos Químicos, Biológicos e Aplicações pela mesma universidade e é pós-graduada em Nutrição Clínica pelo Almanaque Nutrição.


