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03/08 – Você cuida dos seus filtros?

Fígado e rins: dois órgãos que fazem tudo por você — sem pedir nada em troca.

03/08 – Você cuida dos seus filtros?

03/08 – Você cuida dos seus filtros?

Equipe AlwaysFit

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Fígado e rins: dois órgãos que fazem tudo por você — sem pedir nada em troca.

Eles regulam toxinas, metabolizam nutrientes, equilibram hormônios, controlam a pressão e ainda ajudam sua imunidade.

Mas quando algo sai do eixo, os sinais podem passar despercebidos:

Cansaço, digestão lenta, inchaço, alterações na urina, pressão instável ou retenção de líquidos são pistas de que algo pode estar sobrecarregado.

Hoje, vamos entender como proteger esses filtros naturais com hábitos e nutrientes que funcionam de verdade.

1. Fígado: muito além da desintoxicação

O fígado é responsável por metabolizar medicamentos, gorduras, hormônios e compostos tóxicos. Também participa da digestão, do controle glicêmico e da produção de proteínas essenciais

.

O problema? Doenças hepáticas evitáveis têm aumentado no mundo todo — muitas vezes causadas por má alimentação, excesso de álcool e sedentarismo

.

O que ajuda a proteger:

  • Silibina (Silimarina): composta bioativa do cardo-mariano, tem ação antioxidante e estabilizadora das membranas hepáticas. Estudos mostram que ela ajuda na regeneração do fígado e redução de marcadores inflamatórios.
  • Colina: atua na metabolização de gorduras e evita o acúmulo lipídico no fígado — prevenindo a esteatose hepática não alcoólica.
  • Curcumina: apresenta efeito anti-inflamatório e antifibrótico em doenças hepáticas crônicas, podendo modular a resposta imune e o estresse oxidativo.

Além disso, dormir bem, evitar álcool em excesso e manter uma alimentação rica em vegetais são medidas fundamentais.

2. Rins: filtros delicados e essenciais

Seus rins filtram diariamente cerca de 180 litros de sangue — removendo toxinas, equilibrando água, sódio e potássio, e regulando a pressão arterial.

Quando os rins estão sobrecarregados, você pode notar alterações urinárias, retenção de líquidos, pressão elevada e cansaço persistente.

Fatores de risco comuns incluem:

  • Pouca ingestão de água
  • Uso crônico de anti-inflamatórios
  • Dietas muito ricas em sal ou proteína
  • Hipertensão e diabetes descontrolados

Nutrientes com papel protetor:

  • Magnésio: atua na regulação da pressão e na função endotelial. Pode ter efeitos comparáveis a medicamentos como betabloqueadores na proteção renal, especialmente em pessoas com hipertensão.
  • Coenzima Q10 (em outras fontes): demonstrou efeitos antioxidantes que protegem os rins de danos por estresse oxidativo, mas não foi abordada nos links atuais.

Manter-se hidratado, fazer exames regulares e controlar a pressão são medidas que fazem diferença. *

Fontes:

1. NIDDK – Your Kidneys & How They Work

2. Mayo Clinic – Liver problems: Symptoms and causes

3. Harvard Health – Preventable liver disease is rising

4. MDPI – The Role of Silymarin in Liver Diseases

5. NIH ODS – Choline Fact Sheet for Health Professionals

6. Frontiers in Pharmacology – Curcumin in Liver Diseases

7. PMC – The Role of Magnesium in Kidney and Cardiovascular Health

8. NIH – StatPearls: Liver Function


É madrugada.

Você muda de posição na cama… e de repente, a perna trava.

A dor é aguda, inesperada — como se o músculo tivesse congelado.

As cãibras noturnas são contrações involuntárias, geralmente nas pernas ou pés.

E sim, elas se tornam mais comuns com o passar dos anos.

Hoje vamos entender por que elas acontecem e o que pode realmente ajudar a aliviar — ou evitar.

1. Nem sempre é “falta de potássio”

Embora muita gente associe cãibras à alimentação, a verdade é que a causa exata costuma ser multifatorial — e nem sempre clara.

Entre os fatores mais comuns estão:

  • Encurtamento muscular por inatividade ou má postura
  • Ficar muito tempo sentado ou deitado com os joelhos dobrados
  • Desidratação leve
  • Uso de medicamentos (diuréticos, estatinas, remédios para pressão ou asma)
  • Alterações nos nervos periféricos, mais comuns com a idade
  • Carência de magnésio ou desequilíbrio eletrolítico

Essas contrações podem durar segundos ou minutos — e deixam o músculo sensível por horas

.

2. O que pode ajudar de verdade?

Hidratação constante

Beber água ao longo do dia (não só antes de dormir) ajuda a manter o equilíbrio entre sódio, potássio, magnésio e cálcio — essenciais para o funcionamento muscular adequado.

Magnésio

Estudos sugerem que o magnésio pode ter efeito modesto na prevenção de cãibras, especialmente em adultos mais velhos com deficiência comprovada. Ele atua na regulação neuromuscular e no relaxamento dos músculos.

Alongamento

Esticar as pernas e panturrilhas antes de deitar é uma das medidas mais eficazes para prevenir cãibras noturnas. A recomendação é manter cada alongamento por cerca de 30 segundos.

Atividade física leve no fim do dia

Movimentar as pernas (como uma caminhada leve ou pedalada estacionária) pode reduzir episódios durante a noite.

Avaliação de medicamentos

Diuréticos, estatinas, betabloqueadores e outros remédios podem causar ou agravar cãibras. Converse com seu médico se notar uma relação.

3. Quando investigar mais a fundo?

Embora sejam comuns, cãibras frequentes, muito dolorosas ou que atrapalham o sono de forma constante merecem avaliação.

Procure um profissional de saúde se houver:

  • Perda de força
  • Dormência ou formigamento
  • Inchaço nas pernas
  • Cãibras diárias que não melhoram com mudanças simples

Esses podem ser sinais de problemas circulatórios, neuromusculares ou metabólicos. *

Fontes:

1. Mayo Clinic – Night leg cramps: Causes

2. Mayo Clinic – Muscle cramp: Causes

3. Cleveland Clinic – Leg cramps

4. Houston Methodist – Muscle cramps: 8 causes and 4 solutions

5. NIH ODS – Magnesium Fact Sheet for Health Professionals

6. PubMed – Magnesium for nocturnal leg cramps (PMID: 10907623)

7. StatPearls – Muscle Cramps (NCBI Bookshelf)


Você percebe a escova mais cheia, o ralo entupido, a raiz mais fina.

E se o que está faltando não for um shampoo novo, mas nutrientes essenciais no seu corpo?

A queda de cabelo afeta milhões de pessoas — e em mulheres, muitas vezes é causada ou agravada por deficiências nutricionais, que alteram o ciclo de crescimento dos fios.

Hoje, vamos entender por que o fio cai, quais exames valem atenção e o que a ciência já sabe sobre alimentação e queda capilar.

1. Nem toda queda é genética

A perda de cabelo pode ter muitas causas:

hormonais, genéticas, inflamatórias, autoimunes — mas uma das mais comuns (e ignoradas) é a queda induzida por deficiências nutricionais.

Segundo a Cleveland Clinic, baixas reservas de ferro, zinco, proteínas e vitaminas do complexo B estão diretamente ligadas à queda difusa dos fios — aquela sem falhas visíveis, mas que afina o cabelo como um todo.

Quando o corpo percebe que está sem recursos suficientes, ele prioriza os órgãos vitais — e o cabelo, sendo “secundário” do ponto de vista metabólico, entra em fase de queda (telógena).

2. Nutrientes com evidência científica

Ferro (ferritina)

Mesmo com níveis normais de hemoglobina, baixos níveis de ferritina (< 30 ng/mL) estão fortemente associados à queda capilar feminina.

Zinco

Envolvido na renovação celular e função folicular, a deficiência de zinco é uma das causas mais documentadas de eflúvio telógeno e alopecia.

Aminoácidos sulfurados (cisteína e metionina)

Essenciais para a produção de queratina — proteína que forma os fios. Baixas concentrações comprometem o crescimento e a resistência capilar.

Outros cofatores relevantes:

  • Biotina (em casos de deficiência diagnosticada)
  • Vitamina D e vitamina B12
  • Proteína total e albumina (especialmente em dietas restritivas ou idosos)

3. Quando o corpo avisa pelo fio

Alguns sinais de que a queda pode estar ligada à nutrição:

  • Queda acentuada sem falhas localizadas
  • Fios mais ralos, fracos ou quebradiços
  • Pele seca, unhas frágeis, cansaço
  • Dietas restritivas, vegetarianas sem supervisão ou uso prolongado de antiácidos

O que fazer:

  • Solicitar exames com foco em ferritina, zinco, vitamina D, B12, proteína total
  • Revisar a alimentação: incluir leguminosas, ovos, sementes, carnes, folhas verdes e oleaginosas
  • Tratar possíveis deficiências com acompanhamento profissional

A beleza do fio começa na raiz — e a raiz começa no sangue. *

Fontes:

1. Mayo Clinic – Hair loss: Causes

2. Cleveland Clinic – Hair Loss in Women

3. NIH ODS – Zinc Fact Sheet for Health Professionals

4. Journal of Drugs in Dermatology – The Role of Iron and Ferritin in Hair Loss

5. NIH – Cysteine and Methionine in Hair Growth

6. International Journal of Trichology – Nutritional Deficiencies and Hair Loss

7. Harvard Health – Is your hair falling out?


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