28/08 – O que é HPB e por que ela acontece?

Levantar várias vezes à noite para ir ao banheiro...
Sentir que a bexiga nunca esvazia por completo...
Ou aquele jato de urina cada vez mais fraco...
Esses sinais são comuns em homens após os 50 e podem indicar hiperplasia prostática benigna (HPB).
Apesar do nome assustar, a condição é benigna e não é câncer.
O que é a HPB?
A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz, localizada abaixo da bexiga, responsável por produzir parte do sêmen.
Com o passar dos anos, ela tende a crescer de forma natural.
Esse crescimento pressiona a uretra — o canal por onde passa a urina — e dificulta o fluxo, gerando os sintomas típicos.
Por que acontece?
De acordo com a Cleveland Clinic e a Mayo Clinic, a HPB está ligada principalmente a fatores hormonais do envelhecimento.
À medida que os homens envelhecem, há mudanças no equilíbrio entre testosterona e estrogênio, além do aumento de um derivado da testosterona chamado DHT (di-hidrotestosterona), que estimula o crescimento da próstata.
A Urology Care Foundation lembra: a HPB é extremamente comum — cerca de metade dos homens entre 51 e 60 anos já apresentam sintomas, e esse número sobe para até 90% após os 80.
Sintomas mais comuns
- Jato de urina fraco ou que para e volta
- Necessidade frequente de urinar, inclusive à noite (noctúria)
- Sensação de bexiga cheia, mesmo após urinar
- Urgência ou dificuldade para segurar a urina
Esses sintomas variam em intensidade e podem ser confundidos com outras condições, por isso o acompanhamento médico é essencial.
Resumindo
A HPB é o aumento benigno da próstata, resultado natural do envelhecimento masculino.
Não é câncer, mas pode trazer impacto significativo no dia a dia — e merece atenção para garantir qualidade de vida. *
Fontes:
1. Cleveland Clinic – Benign Prostatic Hyperplasia (BPH)
2. Urology Care Foundation – Benign Prostatic Hyperplasia (BPH)
3. Mayo Clinic – Benign Prostatic Hyperplasia: Symptoms and Causes

Imagine olhar para um rosto conhecido… e notar que justamente o centro da imagem parece borrado ou com uma mancha escura.
Isso é o que acontece em quem tem degeneração macular relacionada à idade (DMRI) — uma das principais causas de perda de visão em pessoas acima dos 50 anos.
O que é a mácula?
A mácula é a parte central da retina, responsável pela visão de detalhes finos — como ler, dirigir, cozinhar ou reconhecer expressões faciais.
Quando ela se desgasta, a visão periférica continua funcionando, mas o centro da imagem perde clareza.
Ou seja: a pessoa não fica totalmente cega, mas perde justamente a nitidez para as tarefas mais importantes.
Por que acontece?
Segundo o National Eye Institute e a Cleveland Clinic, a DMRI está associada principalmente ao envelhecimento, mas também a outros fatores:
- Histórico familiar da doença
- Tabagismo (um dos maiores fatores de risco)
- Hipertensão, colesterol alto ou obesidade
- Exposição prolongada à luz ultravioleta
Duas formas da doença
- DMRI seca (a mais comum): progride lentamente. Pequenos depósitos chamados drusas se acumulam sob a retina, prejudicando o funcionamento da mácula.
- DMRI úmida (menos frequente, mas mais grave): vasos sanguíneos anormais crescem sob a retina e podem vazar líquido ou sangue, acelerando a perda de visão.
Sinais de alerta
De acordo com a American Academy of Ophthalmology, os principais sintomas incluem:
- Visão central borrada ou distorcida
- Necessidade de mais luz para ler
- Dificuldade em reconhecer rostos
- Mancha escura ou vazia no centro da visão
É possível prevenir ou retardar?
Não existe cura, mas há formas de reduzir o risco e desacelerar a progressão:
- Evitar o tabagismo
- Controlar pressão arterial, colesterol e glicose
- Usar óculos com proteção UV
- Ter uma dieta rica em vegetais de folhas verdes, frutas e peixes com ômega-3
- Fazer exames oftalmológicos regulares após os 50 anos
Resumindo
A degeneração macular não leva à cegueira total, mas compromete a visão central — justamente a mais necessária para as tarefas do dia a dia.
Com prevenção e diagnóstico precoce, é possível manter autonomia e proteger os olhos por muito mais tempo. *
Fontes:
1. American Academy of Ophthalmology – Age-Related Macular Degeneration
2. National Eye Institute – Age-Related Macular Degeneration
3. Cleveland Clinic – Macular Degeneration

Você já percebeu como a pele muda com o tempo?
Primeiro aparecem linhas finas, depois a firmeza já não é a mesma… e até as articulações parecem reclamar mais.
Tudo isso tem um ponto em comum: a queda acelerada da produção de colágeno.
O que é o colágeno?
O colágeno é a proteína mais abundante do corpo humano.
Ele funciona como uma rede de sustentação que mantém a pele firme, dá elasticidade às articulações e resistência aos ossos.
Mas a produção natural não é infinita: segundo o WebMD e estudos publicados no MDPI, começamos a perder colágeno ainda por volta dos 25 anos — e essa queda se intensifica a cada década.
Por que a produção cai tão rápido?
De acordo com revisões no PMC, os principais fatores são:
- Envelhecimento natural: os fibroblastos, células que fabricam colágeno, ficam menos ativos.
- Exposição solar: raios UV quebram as fibras e aceleram o envelhecimento da pele.
- Açúcar e glicação: o excesso de glicose “endurece” e danifica as fibras de colágeno.
- Estresse oxidativo: poluição, tabagismo e inflamações aumentam a degradação.
- Estilo de vida: má alimentação, pouco sono e sedentarismo também influenciam.
O impacto da perda
- Na pele: rugas, flacidez e ressecamento
- Nos ossos: aumento do risco de osteoporose
- Nas articulações: rigidez e dor mais frequente
- Nos músculos: menos sustentação e força
É possível desacelerar?
A boa notícia é que sim. O corpo pode manter níveis mais saudáveis de colágeno quando:
- A dieta é rica em proteínas magras, vitamina C, zinco e antioxidantes
- Há proteção contra o sol diariamente
- Açúcar e ultraprocessados são reduzidos
- O sono é de qualidade e o corpo se mantém ativo
Resumindo
O colágeno não desaparece de repente: ele vai diminuindo, ano após ano.
Entender o que acelera essa perda é o primeiro passo para preservar a firmeza da pele, a força dos ossos e a mobilidade das articulações. *


