04/10 – 6 nutrientes essenciais para o cérebro

A inflamação é uma das reações mais antigas e inteligentes do corpo humano.
Ela surge para proteger, reparar e eliminar o que nos ameaça — mas, quando não desliga, pode se transformar em um incêndio silencioso.
A defensora: inflamação aguda
É o tipo “bom” de inflamação.
Aparece rápido e dura pouco: alguns dias apenas.
Vermelhidão, inchaço e calor são sinais de que seu corpo está em ação, curando uma lesão, um corte ou uma infecção.
Quando cumpre seu papel, ela se resolve naturalmente.
A silenciosa: inflamação crônica
Essa é a que preocupa.
Em vez de apagar o fogo, o corpo o mantém aceso por meses ou anos — muitas vezes sem sintomas claros.
Com o tempo, esse processo constante pode danificar células e tecidos, abrindo caminho para doenças como hipertensão, diabetes, Alzheimer e artrite.
Causas mais comuns
- Estresse crônico
- Má alimentação (excesso de açúcar, gorduras trans e ultraprocessados)
- Sedentarismo
- Falta de sono
- Obesidade e resistência à insulina
Como reduzir o fogo interno
- Coma de verdade: priorize frutas, legumes, grãos integrais, peixes e especiarias como cúrcuma e gengibre.
- Mova-se todos os dias: 30 minutos de caminhada, musculação leve ou alongamento já ajudam.
- Durma bem: o sono é quando o corpo se regenera.
- Controle o estresse: técnicas de respiração, meditação ou momentos de pausa fazem diferença.
Quando o corpo avisa
Cansaço constante, dores recorrentes, infecções repetidas e ganho de peso sem explicação são sinais de alerta de que algo pode estar inflamado além do normal.
A inflamação é necessária — mas o equilíbrio é o que garante saúde e longevidade.
Entender esse processo é o primeiro passo para cuidar do seu corpo de dentro pra fora. *
Fontes:
- 1. Journal of the American College of Cardiology – Inflammation in atherosclerosis: from pathophysiology to practice (2019)
- 2. Nature Medicine – Chronic inflammation in the etiology of disease across the life span (2019)
- 3. New England Journal of Medicine – Antiinflammatory Therapy with Canakinumab for Atherosclerotic Disease (2017)
4. Oncotarget – Inflammatory responses and inflammation-associated diseases in organs (2018)
5. Cell – Nonresolving Inflammation (2019)

Sabe quando a mente parece lenta, a concentração some e o cansaço mental não passa — mesmo com café?
Isso pode ter menos a ver com preguiça e mais com nutrientes em falta.
Por que café não basta
A cafeína até desperta por algumas horas, mas não alimenta o cérebro de verdade.
Para funcionar bem — e manter foco, memória e bom humor — o cérebro depende de um combustível constante: vitaminas e minerais essenciais.
Deficiências nutricionais podem piorar sintomas como:
- Falta de foco
- Memória curta
- Oscilações de humor
- Cansaço mental persistente
Os 6 nutrientes do foco e da clareza mental:
1. Vitamina B6:
Participa da produção de dopamina e serotonina
Fontes: banana, frango, batata-doce
2. Ômega-3:
Melhora a comunicação entre os neurônios
Fontes: peixes gordurosos, chia, linhaça
3. Magnésio:
Reduz agitação e melhora a qualidade do sono
Fontes: espinafre, amêndoas, abacate
4. Zinco:
Equilibra neurotransmissores e melhora o humor
Fontes: carnes, castanhas, sementes
5. Complexo B:
Dá energia ao cérebro e melhora o desempenho cognitivo
Fontes: ovos, leguminosas, cereais integrais
6. Ferro:
Combate a fadiga mental e ajuda na oxigenação cerebral
Fontes: carnes vermelhas, feijão, vegetais verde-escuros
Dica prática:
Monte suas refeições pensando também no seu cérebro.
Inclua ao menos um alimento de cada grupo no dia — e sinta a diferença na energia mental e no foco.
Cuidar da mente também é uma forma de nutrição. *
Fontes:
1. Biomolecules – Role of zinc in the development and progression of ADHD (2021)
2. Progress in Neuropsychopharmacology and Biological Psychiatry – The Role of Nutritional Supplements in the Treatment of ADHD (2020)
3. Advances in Nutrition – The Effects of Psychological and Environmental Stress on Micronutrient Concentrations in the Body (2020)
4. American Journal of Psychiatry – Food additives and ADHD symptoms (2020)
5. Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry – Omega-3 supplementation for ADHD symptomatology (2019)

Você já ouviu falar que beber água deixa a pele mais bonita?
Hoje, vamos desvendar de forma simples e científica se isso é mesmo verdade e como a hidratação pode transformar a saúde da sua pele!
A conexão entre hidratação e pele saudável
A pele é o maior órgão do corpo e depende de água para se manter saudável e funcionar bem. Quando estamos desidratados(as), a pele pode ficar seca, sem brilho e mais propensa a descamações e irritações.
- O que está por trás da hidratação:A água ajuda a manter o equilíbrio das células da pele e fortalece a barreira cutânea. Isso evita a perda excessiva de água e protege contra fatores externos, como poluição e radiação solar.
Hidratação realmente melhora a aparência da pele?
A hidratação adequada pode sim melhorar a textura e a elasticidade da pele, manter o corpo hidratado ao longo do tempo ajuda:
- A reduzir linhas finas causadas pelo ressecamento;
- A dar um aspecto mais viçoso e saudável;
- A combater a descamação e sensação de pele áspera.
Dicas práticas para manter sua pele hidratada:
- Beba água regularmente: Consuma pelo menos 8 copos de água por dia ou ajuste a quantidade conforme suas necessidades ( multiplique o seu peso por 35ml).
- Invista em alimentos ricos em água: Frutas como melancia, laranja e pepino são excelentes aliados!
- Proteja a barreira cutânea: Use hidratantes ricos em ingredientes como ácido hialurônico, glicerina ou ceramidas.
- Evite longos banhos quentes: Eles podem ressecar a pele ao remover os óleos naturais. *
Fontes:
Nutricionista Camile Zanichelli, CFN 18101381, é nutricionista formada pela Universidade de Vila Velha. Possui mestrado em Ciências Farmacêuticas com linha de pesquisa em Produtos Naturais: Aspectos Químicos, Biológicos e Aplicações pela mesma universidade e é pós-graduada em Nutrição Clínica pelo Almanaque Nutrição.


