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09/10 – Comida em lata faz mal?

A ciência mostra que os alimentos enlatados e em conserva podem ser nutritivos, acessíveis e surpreendentemente eficientes — desde que escolhidos com atenção.

09/10 – Comida em lata faz mal?

09/10 – Comida em lata faz mal?

Equipe AlwaysFit

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Você talvez veja as latas da despensa como um quebra-galho.

Mas e se elas fossem, na verdade, aliadas da sua saúde?

A ciência mostra que os alimentos enlatados e em conserva podem ser nutritivos, acessíveis e surpreendentemente eficientes — desde que escolhidos com atenção.

O que a ciência descobriu

Pesquisas do Journal of Nutrition e da American Journal of Lifestyle Medicine revelam que frutas, legumes e peixes enlatados mantêm boa parte dos nutrientes — e, em alguns casos, os potencializam.

Por exemplo: o tomate enlatado contém mais licopeno biodisponível (um potente antioxidante) do que o tomate fresco.

O calor do processamento rompe as paredes celulares do vegetal e libera mais desse composto protetor.

Além disso, o estudo mostrou que é possível obter os mesmos nutrientes gastando menos, tornando as conservas uma opção equilibrada e econômica.

Mitos e verdades

“Eles perdem todos os nutrientes.”

Mito. O processamento é feito logo após a colheita, o que ajuda a preservar vitaminas e minerais.

“São cheios de sódio e conservantes.”

Meia verdade. Há opções com baixo teor de sal e sem aditivos. É só ler o rótulo.

“São sempre piores que os frescos.”

Mito. Em alguns casos — como feijão, milho e tomate — as versões em conserva têm nutrientes mais estáveis ou melhor absorção.

Como escolher bem

  • Prefira rótulos com “baixo teor de sódio”.
  • Dê preferência a embalagens “livres de BPA”.
  • Escolha frutas em suco natural, não em calda.
  • Escorra e enxágue o conteúdo — isso reduz até 40% do sódio.
  • Combine com ingredientes frescos, como folhas e azeite.

Dica prática: uma salada com atum em água + grão-de-bico + vegetais frescos é uma refeição completa, nutritiva e pronta em minutos.

O equilíbrio é o segredo

Comidas enlatadas não são inimigas — são recursos.

Quando escolhidas com consciência, ajudam na rotina e ainda garantem nutrientes essenciais com praticidade e custo menor.

Nem sempre o que vem em lata é ultraprocessado.

Às vezes, é apenas um jeito inteligente de manter a nutrição acessível todos os dias. *

Fontes:

1. Journal of the Science of Food and Agriculture – Nutritional comparison of fresh, frozen and canned fruits and vegetables

2. Journal of Nutrition – Processed Tomato Products and Risk Factors for Cardiovascular Disease

3. American Journal of Lifestyle Medicine – Canned Foods Provide Nutrients at Lower Cost


Você já ouviu falar no Pinheiro Marítimo?

Esse extrato natural, obtido da casca do pinheiro marítimo francês, vem chamando atenção da ciência pelos benefícios no controle da glicose e na proteção do corpo contra as complicações do diabetes.

O que a pesquisa descobriu

Estudos publicados na revista Life Sciences mostraram que pessoas com diabetes tipo 2 que usaram Picnogenol apresentaram resultados impressionantes:

  • Redução de até 23% na glicose de jejum
  • Queda de cerca de 30% na glicose pós-refeição
  • Em alguns casos, até menor necessidade de medicação, sempre com acompanhamento médico.

Esses efeitos sugerem que o extrato ajuda o corpo a utilizar a glicose de forma mais eficiente, algo essencial para quem busca estabilidade metabólica.

Melhora da sensibilidade à insulina

A resistência à insulina é um dos maiores desafios no diabetes tipo 2.

O Picnogenol atua diretamente nesse ponto, ajudando o corpo a responder melhor à insulina.

Pesquisas indicam que ele:

  • Aumenta a atividade dos transportadores de glicose nas células
  • Melhora a sinalização da insulina
  • Reduz inflamações que atrapalham o metabolismo

O resultado é um corpo que trabalha com mais equilíbrio e menos sobrecarga.

Proteção além do açúcar

O Picnogenol não atua apenas no controle glicêmico — ele protege o organismo contra complicações silenciosas do diabetes.

Na circulação:

Fortalece vasos, melhora a microcirculação e reduz o risco de feridas e dormências nos pés.

Nos nervos:

Diminui sintomas de neuropatia, como formigamento e dor, e combate o estresse oxidativo que danifica o tecido nervoso.

Nos olhos e rins:

Estudos apontam melhora na função renal e redução da progressão da retinopatia diabética — uma das complicações mais temidas.

Uso consciente

O Picnogenol é uma substância natural, mas não deve substituir o tratamento convencional.

Ele pode interagir com medicamentos para diabetes e anticoagulantes, por isso é essencial conversar com seu médico antes de começar.

Um aliado natural do equilíbrio

Mais do que um antioxidante, o Picnogenol representa uma abordagem moderna: atuar na causa, não apenas nos sintomas.

Ao equilibrar glicose, circulação e inflamação, ele ajuda o corpo a funcionar melhor — e isso se reflete em energia, proteção e bem-estar a longo prazo. *

Fontes:

  • 1. Life Sciences – Antidiabetic effect of Pycnogenol French maritime pine bark extract in patients with diabetes type II
  • 2. Nutrition Research – Reduction of cardiovascular risk factors in subjects with type 2 diabetes by Pycnogenol supplementation
  • 3. Journal of Ocular Pharmacology and Therapeutics – Pycnogenol improves microcirculation, retinal edema, and visual acuity in early diabetic retinopathy

Se você sofre com enxaqueca, sabe o quanto ela pode ser incapacitante.

As dores podem durar horas — ou até dias — e vir acompanhadas de náusea, sensibilidade à luz, ao som e até dificuldade de concentração.

A boa notícia? A alimentação pode ser uma aliada poderosa na prevenção e no alívio das crises.

O que comer para prevenir a enxaqueca

Alguns nutrientes ajudam a regular os processos cerebrais e vasculares, reduzindo a frequência e a intensidade das crises.

Magnésio: o mineral do relaxamento cerebral

Baixos níveis de magnésio estão associados a maior incidência de enxaquecas.

Esse mineral ajuda a regular os neurotransmissores e a relaxar os vasos sanguíneos, prevenindo espasmos que desencadeiam dor.

Fontes naturais: abacate, castanhas (amêndoas, castanha-do-pará), espinafre, sementes de abóbora e chocolate amargo (com moderação).

Antioxidantes: proteção contra inflamação

A enxaqueca tem um forte componente inflamatório.

Os antioxidantes combatem os radicais livres e reduzem inflamações no cérebro.

Fontes naturais: frutas vermelhas (morango, mirtilo, framboesa), açafrão-da-terra (cúrcuma), gengibre e cacau puro.

Ômega-3: equilíbrio para o cérebro

Os ácidos graxos ômega-3 ajudam a reduzir inflamações e melhorar a circulação cerebral, o que pode diminuir a frequência e a intensidade das crises.

Fontes naturais: peixes gordurosos (salmão, sardinha, atum), sementes de linhaça e chia.

Hidratação: essencial para evitar crises

A desidratação é um dos gatilhos mais comuns da enxaqueca.

Mesmo uma leve queda na ingestão de água pode causar dor de cabeça.

Dica prática: beba pelo menos 2 litros de água por dia e consuma alimentos ricos em água — como melancia, pepino e chás naturais.

Atenção: alimentos que podem ser gatilhos

Nem tudo o que está no prato ajuda.

Alguns alimentos podem estimular o aparecimento das crises, e isso varia de pessoa para pessoa.

Cafeína em excesso

O café pode ser benéfico em pequenas quantidades, mas o excesso causa desidratação e efeito rebote, intensificando a dor.

Glutamato monossódico (MSG)

Presente em temperos industrializados, molhos prontos e fast food.

Pode interferir na regulação dos neurotransmissores e provocar dor de cabeça.

Adoçantes artificiais

Aspartame e sucralose, comuns em refrigerantes diet e produtos “sem açúcar”, podem desencadear crises em pessoas mais sensíveis.

Dica final: conheça seus gatilhos

Cada organismo reage de forma diferente.

Se você sofre com enxaqueca, mantenha um diário alimentar para identificar padrões — o autoconhecimento é parte do tratamento.

Pequenas mudanças diárias podem fazer grande diferença nas suas próximas crises. *

Fontes:

Nutricionista Camile Zanichelli, CFN 18101381, é nutricionista formada pela Universidade de Vila Velha. Possui mestrado em Ciências Farmacêuticas com linha de pesquisa em Produtos Naturais: Aspectos Químicos, Biológicos e Aplicações pela mesma universidade e é pós-graduada em Nutrição Clínica pelo Almanaque Nutrição.


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