29/09 – Sedentarismo: o mal do século?

Ficar muito tempo sentado pode parecer inofensivo.
Mas o sedentarismo já é considerado pela OMS um dos maiores desafios de saúde do século XXI — e seus efeitos vão além da falta de exercício.
O que acontece no corpo
- Coração e vasos: a circulação fica mais lenta, aumentando risco de hipertensão, infarto e AVC.
- Metabolismo travado: menos capacidade de processar açúcar e gorduras, o que favorece diabetes tipo 2 e ganho de peso.
- Mente em baixa: mais sintomas de ansiedade e depressão, já que o corpo libera menos endorfinas.
- Cérebro afetado: o fluxo sanguíneo cerebral cai, prejudicando memória e concentração.
Como quebrar o ciclo
- Levante-se a cada 30 minutos: pequenas pausas já reduzem danos.
- Inclua movimento na rotina: escadas no lugar do elevador, reuniões caminhando, estacionar mais longe.
- Combine exercícios: aeróbicos para o coração, força para músculos e ossos.
- Ajuste o ambiente: mesas que permitem trabalhar em pé e lembretes para se mexer ajudam a manter o ritmo.
Para levar daqui
Não é preciso passar horas na academia.
O segredo está no movimento constante: levantar-se, caminhar mais, trocar hábitos passivos por ativos.
Pequenas escolhas repetidas todos os dias têm impacto real na saúde do coração, da mente e até da memória. *
Fontes:
1. Mayo Clinic – Physical Activity and Health Outcomes
2. Mayo Clinic – Exercise: 7 benefits of regular physical activity
3. World Health Organization – Physical Activity

O ferro é um dos minerais mais importantes para o organismo.
Ele garante que o oxigênio chegue às células, dá energia e até influencia no equilíbrio do humor.
Quando falta, os sinais aparecem rápido — e muitas vezes passam despercebidos.
O que a deficiência causa
- Cansaço constante: mesmo depois de dormir bem, a energia não vem.
- Falta de ar e fraqueza: atividades simples parecem mais pesadas.
- Palidez e queda de cabelo: o corpo dá sinais visíveis.
- Humor em baixa: menor produção de dopamina e serotonina, favorecendo ansiedade e irritabilidade.
Como manter os níveis em dia
- Aposte nos alimentos certos: Ferro heme (melhor absorção): carnes vermelhas, peixes, fígado. Ferro não-heme (vegetal): feijões, lentilha, espinafre, cereais fortificados.
- Ferro heme (melhor absorção): carnes vermelhas, peixes, fígado.
- Ferro não-heme (vegetal): feijões, lentilha, espinafre, cereais fortificados.
- Combine com vitamina C: frutas cítricas ajudam na absorção.
- Evite café e chá nas refeições: eles atrapalham o aproveitamento do ferro.
- Considere suplementação: apenas com orientação médica, para evitar excesso.
Para levar daqui
A falta de ferro não é apenas um detalhe na dieta — ela afeta a energia, o foco e até o humor.
Com pequenas mudanças na alimentação (e atenção aos sinais do corpo), é possível recuperar a disposição e prevenir complicações maiores. *
Fonte:
1. HHP – Iron Deficiency
2. Mayo Clinic – Iron Deficiency Anemia

Trocar o jantar por frutas pode soar como uma escolha leve, prática e saudável.
Mas será que, do ponto de vista nutricional, é realmente uma boa ideia?
Vamos entender os prós e contras dessa prática.
O que as frutas oferecem
- Riqueza nutricional: vitaminas, minerais e antioxidantes que fortalecem a imunidade e protegem as células.
- Hidratação extra: frutas como melancia e melão têm alta quantidade de água, auxiliando na reposição de líquidos.
O lado que quase ninguém fala
- Faltam proteínas e gorduras boas: só frutas no jantar não garantem os nutrientes necessários para reparar músculos, manter a saciedade e equilibrar hormônios.
- Impacto na glicemia: frutas mais doces podem elevar rapidamente o açúcar no sangue, o que pode gerar fome logo depois ou até atrapalhar o sono.
Estudos indicam que refeições equilibradas à noite — com proteínas, carboidratos, fibras e gorduras saudáveis — favorecem o metabolismo, o controle do peso e até a qualidade do sono.
Já opções baseadas apenas em carboidratos (como frutas) podem deixar lacunas nutricionais importantes.
Como ajustar de forma inteligente
Se a ideia é manter leveza, vale incluir combinações que tragam mais equilíbrio:
- Iogurte natural + frutas + sementes de chia: proteínas e gorduras boas junto com as fibras.
- Salada com frutas e proteína: folhas verdes, manga e frango/atum criam um prato fresco e nutritivo.
- Smoothie proteico: frutas batidas com leite e proteína em pó (ou leite em pó) garantem saciedade e recuperação muscular.
Para levar daqui
Frutas no jantar não precisam ser excluídas — mas dificilmente devem ser a única opção.
Com pequenas combinações, é possível aproveitar o sabor e a leveza das frutas sem abrir mão de um jantar verdadeiramente nutritivo. *
Fontes:
Nutricionista Camile Zanichelli, CFN 18101381, é nutricionista formada pela Universidade de Vila Velha. Possui mestrado em Ciências Farmacêuticas com linha de pesquisa em Produtos Naturais: Aspectos Químicos, Biológicos e Aplicações pela mesma universidade e é pós-graduada em Nutrição Clínica pelo Almanaque Nutrição.


