28/09 – Cúrcuma: mito ou solução real?

A cúrcuma, raiz de cor vibrante usada há séculos na culinária e na medicina tradicional, vem ganhando espaço também na ciência moderna.
Seu composto ativo, a curcumina, concentra os principais benefícios — que vão do combate à inflamação à proteção do cérebro.
O que a cúrcuma pode fazer por você
- Inflamação sob controle: A curcumina bloqueia moléculas que alimentam processos inflamatórios crônicos, ajudando em dores articulares e reduzindo risco de artrite.
- Proteção cerebral: Estudos indicam que ela pode estimular o BDNF, uma proteína ligada à formação de novos neurônios e à prevenção de doenças neurodegenerativas.
- Digestão equilibrada: Favorece a produção de bile, auxiliando na digestão de gorduras e no alívio de azia e desconforto estomacal.
- Escudo antioxidante: Neutraliza radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce e danos celulares associados a doenças crônicas.
Como usar de forma eficaz
- Na cozinha: como tempero em pratos quentes, molhos ou bebidas.
- Em cápsulas ou extratos: opção prática para quem busca concentrações mais altas.
- Com pimenta-do-reino: a piperina aumenta significativamente a absorção da curcumina no corpo.
Para levar daqui
A cúrcuma não é milagre — mas pode ser um recurso natural valioso no cuidado da saúde.
Inserida na rotina, ajuda a reduzir inflamações, proteger o cérebro e apoiar a digestão.
Como sempre, a orientação médica é essencial antes de iniciar qualquer suplementação.*
Fontes:
1. NIH – Effects of Turmeric (Curcuma longa) on Skin Health: A Systematic Review of the Clinical Evidence
2. NIH – Antioxidant and anti-inflammatory properties of curcumin

Cuidar da saúde não significa abrir mão do sabor doce.
Hoje existem alternativas ao açúcar que ajudam a reduzir calorias, controlar a glicemia e até trazer benefícios extras. Mas nem todas funcionam da mesma forma — e é importante saber escolher.
Por que reduzir o açúcar?
O consumo excessivo está ligado a:
- Resistência à insulina → aumenta o risco de diabetes tipo 2.
- Inflamação crônica → acelera o envelhecimento e compromete a saúde do coração.
- Ganho de peso → pelo excesso de calorias vazias.
Trocar o açúcar por adoçantes mais seguros pode ser um passo simples, mas poderoso.
Alternativas naturais em destaque
- Stévia: extraída de uma planta, não tem calorias nem eleva a glicemia. Ideal para bebidas, embora possa deixar leve amargor.
- Eritritol: muito semelhante ao açúcar no sabor, não altera a glicemia e quase não tem calorias. Ótimo para receitas quentes e frias.
- Xilitol: encontrado em frutas e vegetais, é doce e ainda protege a saúde bucal. Só exige cautela, pois pode causar desconforto intestinal em excesso.
- Frutas secas e purês (como tâmaras): adoçam receitas naturalmente e oferecem fibras, vitaminas e minerais. O cuidado é a frutose, que deve ser consumida com moderação.
E os artificiais?
Sucralose e aspartame são comuns, mas por serem processados, não devem ser a primeira escolha. Sempre que possível, prefira as versões naturais.
Como escolher na prática
- Para bebidas quentes: stévia ou eritritol.
- Para receitas: eritritol ou xilitol, que têm melhor resultado no forno.
- Para sobremesas saudáveis: tâmaras ou purês de frutas.
- Para praticidade no dia a dia: stévia em gotas.
O importante não é apenas trocar o açúcar, mas criar uma relação mais consciente com o doce.
Assim você mantém o prazer no paladar sem abrir mão da saúde. *
Fonte:
Nutricionista Camile Zanichelli, CFN 18101381, é nutricionista formada pela Universidade de Vila Velha. Possui mestrado em Ciências Farmacêuticas com linha de pesquisa em Produtos Naturais: Aspectos Químicos, Biológicos e Aplicações pela mesma universidade e é pós-graduada em Nutrição Clínica pelo Almanaque Nutrição.

Você já ouviu falar que as vitaminas do complexo B dão energia.
Mas a verdade é que B6, B9 (folato) e B12 vão muito além disso:
elas influenciam o coração, o cérebro e até a qualidade do sangue.
Energia que vem de dentro
Essas vitaminas ajudam o corpo a transformar nutrientes em combustível.
Sem elas, a fadiga aparece rápido — mesmo com sono em dia e boa alimentação.
Cérebro e memória em jogo
A falta de B12, em especial, está ligada à perda de memória e ao declínio cognitivo.
Já a combinação das três mantém os neurotransmissores ativos, protege contra alterações de humor e mantém a mente clara.
Coração e sangue protegidos
Um dos papéis mais importantes desse trio é reduzir a homocisteína,
um aminoácido que, em excesso, aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
Além disso, B9 e B12 são indispensáveis para formar glóbulos vermelhos saudáveis, prevenindo a anemia.
Onde encontrar
- B6: peixe, frango, batata, banana.
- B9: folhas verdes, feijão, lentilha.
- B12: carnes, ovos, leite e queijos (ou suplementação, no caso de veganos).
O que levar daqui
Esse trio não é “só energia”. Ele garante foco, protege seu coração e mantém seu sangue saudável.
Cuidar da ingestão de B6, B9 e B12 é cuidar da base que sustenta o corpo inteiro. *
Fontes:
1. NIH - Vitamin B62.


